
A ex-senadora Kátia Abreu (PT) criticou, em vídeo publicado nesta sexta-feira, 24, nas redes sociais, a ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão do governo federal de elevar de 30% para 32% a mistura de etanol na gasolina. Na gravação, ela também pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, acompanhe o caso.
Segundo Kátia, a medida foi autorizada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e possui embasamento técnico. A ex-senadora afirmou que a ação judicial é contrária a uma política adotada no país há décadas. “Imagine só, se fosse o contrário, entrar com ação civil pública porque está acrescentando só 32%, que poderia acrescentar até 35%. Mas, ao contrário, entrar com ação civil pública contra o etanol, um patrimônio brasileiro, que tem quase 50 anos, credibilidade internacional e toda a excelência na produção”, disse.
Na sequência, a ex-senadora pediu que o procurador-geral da República avalie a motivação da ação e citou investigações relacionadas ao setor de combustíveis. “Eu fico indignada e conclamo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que é um homem da maior seriedade, a averiguar o fundo desta ação, porque nós sabemos quem controla o abastecimento de gasolina no país. Estão todos muito investigados pela Polícia Federal por ligações com o crime organizado. Não estou dizendo que são todos, absolutamente, mas nós deveríamos desconfiar de uma ação dessa”, destacou.
Na publicação, Kátia também relembrou o histórico de aumento da participação do etanol na gasolina e questionou por que a ação foi proposta apenas agora. “Por que o Ministério Público, esse mesmo procurador, não entrou com essa ação civil pública quando nós aumentamos? Desde 1931, nós fazemos essa mistura. Começou com 5%; de 1976 até 1992, passamos para 21%; em 2015, para 27%; o ano passado, chegamos a 30%; e agora, a 32%”, explicou.
Ao final do vídeo, a ex-senadora voltou a defender o aumento da mistura de etanol na gasolina e reiterou o pedido para que a Procuradoria-Geral da República acompanhe o caso. “Então, eu peço ao procurador-geral da República, que fique atento a esta ação civil pública, totalmente sem sentido. Nós temos todo o embasamento técnico para que essa mistura possa ser feita. E é brasileiro trabalhando contra brasileiro, e nós não podemos aceitar isso. Tudo tem o seu rigor, a sua fiscalização, a Agência Nacional e o Conselho Nacional de Política Energética. É inadmissível uma ação dessa natureza contra o etanol brasileiro”, concluiu.
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