
Presidente dos Estados Unidos apareceu repetidamente na transmissão, mas foi ignorado pelos painéis do estádio até participar da cerimônia de premiação
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP Donald Trump apareceu diversas vezes na transmissão mundial da final da Copa do Mundo, mas quem acompanhou a decisão entre Espanha e Argentina das arquibancadas do MetLife Stadium passou praticamente toda a partida sem vê-lo. Os telões evitaram mostrar o presidente dos Estados Unidos, que assistiu ao jogo de um camarote ao lado da primeira-dama Melania Trump e do presidente da Fifa, Gianni Infantino.
A diferença entre as imagens exibidas na televisão e dentro do estádio foi perceptível desde antes de a bola rolar. Trump chegou a ser focalizado pelas câmeras enquanto a cantora Jennifer Hudson interpretava o hino americano, mas não apareceu nos painéis vistos pelo público presente. Assim, a reação registrada em alguns vídeos da transmissão não se repetiu com a mesma intensidade nas arquibancadas naquele momento.
Ao longo da partida, os telões exibiram torcedores fantasiados, celebridades e até um cachorro nas arquibancadas. Trump, embora estivesse em um dos pontos mais visíveis do camarote principal, continuou fora da seleção de imagens. A impressão era de que a organização evitava provocar uma manifestação política que pudesse interferir no ambiente da decisão.
A blindagem, porém, tinha prazo para terminar. Depois da vitória da Espanha, Trump deixou o camarote e entrou no gramado ao lado de Infantino para participar da cerimônia de premiação. Quando sua presença foi finalmente percebida por todo o estádio, vaias fortes partiram de diferentes setores das arquibancadas. Também houve aplausos, mas a manifestação contrária foi claramente audível.
Donald Trump e Gianni Infantino no camarote na final da Copa do Mundo — Foto: Buda Mendes/Getty Images/AFP A recepção não chegou a ser uma surpresa. Em 2025, no mesmo MetLife Stadium, Trump também foi vaiado na final da Copa do Mundo de Clubes, vencida pelo Chelsea sobre o Paris Saint-Germain. Naquela ocasião, ele entregou o troféu ao capitão Reece James e permaneceu no palco durante a comemoração dos jogadores ingleses, cena que provocou estranhamento e críticas.
Desta vez, a Fifa conseguiu poupar o presidente americano da exposição interna durante quase toda a final, mesmo com sua participação frequente na transmissão. Quando Trump precisou deixar a proteção do camarote e pisar no gramado diante de todos, porém, os telões já não eram necessários: a resposta veio diretamente das arquibancadas.
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