
Se existe alguém que hoje simboliza a falta de rumo político dentro do grupo do prefeito Wagner Rodrigues em Araguaína, esse nome atende por José Miguel. Pré-candidato a deputado estadual e homem de confiança do prefeito, Miguel parece ter assumido uma curiosa missão: carregar os recados de um grupo que muda de direção mais rápido do que o vento.
Primeiro era Eduardo Gomes. Depois virou Mauro Carlesse. Agora a bola da vez é Ronaldo Dimas. A cada novo movimento, uma nova declaração, um novo alinhamento e uma nova tentativa de convencer a população de que, desta vez, o rumo está definido. O problema é que a cada mudança aumenta a sensação de improviso e desespero político.
Mas quem observa apenas a disputa para o Senado está olhando para o lugar errado.
Segundo fontes dos bastidores, o verdadeiro jogo não está em 2026. Está em 2028.
E é justamente aí que surge o nome que tira o sono de muita gente: Alexandre Guimarães. O deputado federal do MDB vem ampliando sua presença em Araguaína, fortalecendo alianças, construindo bases e ocupando espaços que antes pareciam ter donos permanentes.
Nos corredores da política, a leitura é simples: o problema não é Alexandre disputar o Senado. O problema é Alexandre continuar crescendo politicamente e chegar forte demais na sucessão municipal.
É por isso que, segundo interlocutores, existe uma operação silenciosa para tentar desgastar sua imagem e limitar seu avanço. O receio é que ele se transforme na principal liderança política de Araguaína nos próximos anos, algo que mudaria completamente o tabuleiro da disputa pela prefeitura.
Enquanto isso, Miguel tenta se consolidar como herdeiro político de um grupo que ainda busca um caminho. Mas a estratégia parece cada vez mais confusa. Afinal, quem muda de aliado a cada estação acaba transmitindo uma mensagem perigosa: a de que o projeto pode ser qualquer um, desde que sirva aos interesses do momento.
No final das contas, a sucessão para o Senado virou apenas a cortina de fumaça de uma guerra muito maior. E quanto mais os movimentos se repetem, mais fica evidente que o alvo não são Eduardo Gomes, Carlesse ou Ronaldo Dimas.
O alvo tem nome, sobrenome e endereço político.
Chama-se Alexandre Guimarães.
E a batalha já começou muito antes de 2028.



