
Prefeitura usa Instagram oficial como santinho político e o Ministério Público precisa lembrar que a Constituição Federal ainda está em vigor.
Quem acompanha os bastidores de Aguiarnópolis sabe que o manual de ética local é escrito a lápis. O mais novo capítulo dessa comédia envolveu o 32º aniversário da cidade, que virou palco para autopromoção escancarada. O Ministério Público (MPTO) teve que intervir e emitir uma recomendação recomendando que a Prefeitura e a Câmara parem de usar a máquina pública para inflar pré-candidatos.
O “Mimo” para Kátia Chaves
No dia 26 de maio, a página oficial da Prefeitura no Instagram estampou a identidade gráfica do evento com um destaque nada sutil: o nome de Kátia Chaves (Republicanos), pré-candidata a deputada estadual. Cobrada pelo MP, a gestão municipal saiu-se com uma desculpa de gala: alegou que Kátia Chaves era “apenas uma convidada” sem qualquer vínculo com o município.
Nos bastidores, o deboche corre solto. Fontes internas revelaram o clima nos corredores: “Disseram que a Kátia era só convidada, mas esqueceram de explicar desde quando mero convidado ganha o nome impresso no cartaz oficial do aniversário da cidade como se fosse o dono da festa”, ironizou um assessor.
A Defesa do “Ninguém Controla Nada”
Para fechar o espetáculo, o Executivo justificou o erro confessando que não dispõe de norma interna para controle prévio de suas publicidades. Ou seja, o feed oficial é terra de ninguém.
Uma fonte ligada à Câmara Municipal foi cirúrgica:
“Dizer que não tem controle é confessar que a chave da prefeitura fica na porta. Eles sabiam muito bem quem estavam promovendo. O susto só veio porque o MP resolveu olhar o Instagram.”



