
A política do Tocantins assistiu a mais um capítulo constrangedor de uso da máquina pública para fins eleitorais, desta vez no município de Piraquê. O que era para ser uma grande demonstração de força política da pré-candidata ao governo do Estado, Dorinha Seabra, transformou-se em um verdadeiro fiasco de público e em um escândalo de improbidade administrativa em plena luz do dia.
O Convoque Geral: A Ordem Veio de Cima
De acordo com bastidores quentíssimos e áudios que circularam em grupos de WhatsApp, a articulação foi cirúrgica e coordenada pelos chefes do poder local. O prefeito de Piraquê, Neto SOS, o presidente da Câmara Municipal, Francisco de Assis Ribeiro, e o secretário Roberto Machado agindo em nome da gestão municipal ordenaram a liberação total dos servidores para comparecerem ao evento político.
A convocação atingiu em cheio:
-
Funcionários contratados da Prefeitura Municipal
-
Servidores da Assistência Social
-
Funcionários contratados do Estado
-
Professores e diretores de escolas estaduais incluindo flagrantes do diretor da Escola Estadual São José de Piraquê, que abandonou o ambiente escolar no meio do expediente para fazer campanha.
-
Presença marcante da primeira-dama, Roseane.
O Fiasco: Carro de Som, POUCA GENTE e Irritação
Apesar do esforço concentrado e do uso de carro de som pelo secretário Roberto Machado pelas ruas da cidade convocando a população durante o horário de expediente, o resultado foi melancólico.
O evento contou com pouquíssima gente, limitando-se quase exclusivamente aos próprios servidores públicos, contratados e comissionados que foram obrigados ou “liberados” sob pressão para marcar presença. Para Dorinha Seabra, que esperava um auditório lotado e palmas calorosas, a recepção em Piraquê foi fria, vazia e frustrante.
Crime Eleitoral e Abuso de Poder
A atitude do prefeito Neto SOS, do presidente da Câmara, Francisco de Assis Ribeiro, e do secretário Roberto Machado configura, em tese, crime de improbidade administrativa e abuso de poder político.
-
Proibido por Lei: É expressamente vedado o uso da máquina pública, de prédios públicos, de recursos do erário e o desvio de servidores de suas funções em horário de expediente para participar de atos de campanha política.
-
A Prova do Crime: Áudios explícitos distribuídos em grupos de mensagens mostram claramente a ordem para dispensar os funcionários da Câmara sob o pretexto de que “não precisam ir trabalhar”, desde que compareçam ao palanque montado para Dorinha.






