
1. Amélio Cayres: A Experiência Legislativa a Serviço da Gestão
Na chapa de Vicentinho Júnior, o candidato a vice-governador é o experiente deputado estadual Amélio Cayres. Com cinco mandatos na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), tendo ocupado a presidência da Casa por dois mandatos, além de um histórico como prefeito de Esperantina, Amélio chega à disputa com uma extensa bagagem de articulação política e experiência administrativa.
Sua atuação também é lembrada em momentos de crise institucional, quando, durante o afastamento do governador Wanderlei Barbosa, Amélio teve papel de destaque na condução da Assembleia Legislativa, ajudando a evitar um eventual vácuo de poder e maiores turbulências administrativas.
Para afastar qualquer impressão de que o cargo seria meramente protocolar, o próprio Vicentinho Júnior já declarou publicamente que Cayres não será uma figura decorativa, mas um parceiro ativo, atuando lado a lado nas decisões e na administração do Estado.
Fontes da base governista avaliam que a escolha agrega capacidade de diálogo e trânsito institucional:
“O Amélio tem uma folha de serviços extensa e conhece, como poucos, os caminhos da máquina pública e as demandas dos municípios. A presença dele na chapa traz estabilidade, trânsito político consolidado e a promessa de uma co-gestão ativa, unindo a força do Executivo com a capilaridade de quem já provou que sabe segurar o timão em momentos de tempestade política”, aponta um articulador político da aliança.
2. Athos Gomes: O “Gênio” do Esporte que Esqueceu de Perguntar a Fraudineis
Escolhido para compor a chapa de Dorinha Seabra, o ex-secretário de Esporte e Juventude Athos Gomes subiu ao palanque de apresentação estufando o peito e afirmando que é um grande nome da administração pública.
Em recente entrevista a um portal de notícias, o ex-secretário tentou destacar sua experiência na gestão de recursos, mas fez questão de ponderar que a pasta de Esporte e Juventude possui uma das menores fatias do orçamento estadual.
O problema é que, ao tentar construir uma imagem de gestor eficiente, Athos acaba esbarrando em questionamentos sobre os resultados concretos de sua passagem pela secretaria. Em um Estado com cerca de 400 mil jovens, segundo a narrativa apresentada, ficam as cobranças sobre políticas públicas estruturantes voltadas à juventude e sobre o enfrentamento de problemas sociais, como a dependência química e a vulnerabilidade de jovens.
Para completar, durante o lançamento da chapa, Athos destacou programas como o Copão, tradicional torneio de futebol realizado no Bico do Papagaio.
Nos bastidores, porém, fontes ligadas à própria pasta questionam a autoria atribuída ao ex-secretário:
“O menino acha que inventou a roda e que o sol brilha por causa dele. O Copão nunca foi ideia do Athos; quem bancou e executou aquilo lá atrás foi o Fraudineis, antecessor dele. O Athos só teve o trabalho de dar continuidade e colocar a própria etiqueta em cima do esforço dos outros. Querer transformar alguém com pouca experiência política em estadista só porque deu continuidade a um projeto alheio é piada pronta”, alfinetou um servidor que acompanha de perto a pasta.
Com apenas 30 anos e uma experiência administrativa considerada enxuta por adversários, fontes palacianas ironizam a possibilidade de ele chegar ao Palácio Araguaia:
“Falta calo político. Se a experiência na pasta de Esportes já é motivo de disputa sobre quem fez o quê, imagina sentar na cadeira de vice-governador e ter de lidar com governabilidade, articulação política e decisões de Estado.”
3. Coronel Silva Neto: O Direitista de Taubaté na Cama com a Esquerda
Se a moda é mudar de posição ao sabor do vento partidário, o ex-comandante da Polícia Militar do Tocantins e ex-comandante da corporação em Araguaína, Silva Neto, entra na disputa pelo troféu de camaleão político da temporada.
Candidato a vice na chapa de Laurez Moreira, Silva Neto enfrenta um evidente contraste entre sua imagem política recente e a composição atual do palanque.
Até pouco tempo, o oficial se apresentava como um representante da direita conservadora, defendendo valores alinhados a esse campo político e aparecendo publicamente ao lado de Jair Bolsonaro.
Agora, a composição de uma chapa que reúne setores ideologicamente distintos levanta questionamentos sobre a mudança de rota.
“O coronel bateu continência para a bandeira da direita por anos, colecionou likes com discursos conservadores e, na hora H, aceitou ser vice de um palanque que também dialoga com setores da esquerda. É o famoso patriota de convenção: o discurso é de quartel, mas a política tem outras regras. Quem acreditava naquela imagem de direitista agora quer entender o que mudou”, provoca uma fonte dos bastidores da segurança pública.



