Autor: Raphael Bezerra

A forma como a sociedade interpreta decisões políticas diz muito sobre o grau de confiança nas instituições. Um episódio aparentemente banal — uma conversa de bar entre juristas, advogados e um cidadão comum — revela um fenômeno preocupante: o deslocamento do debate político do campo racional para o imaginário supersticioso. A discussão começa de maneira previsível, centrada na decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou os chamados “penduricalhos” no Judiciário. Trata-se de um tema técnico, que envolve ética pública e controle de gastos. No entanto, rapidamente, o debate abandona a análise institucional e assume um tom narrativo, quase fantasioso. A…

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