
Quem assistia aos sorrisos ensaiados e aos abraços calorosos de campanha até pensava que a aliança entre Janad Valcari e Carlos Gaguim era amor verdadeiro. Doce ilusão. Nos bastidores do poder, o “amor” acabou e o racha não foi apenas um desentendimento bobo: foi um verdadeiro teste de ego, poder e, claro, daquele elemento que move montanhas (e campanhas): o vil metal.
Fontes internas daquelas que ouvem até o barulho do café caindo nas salas trancadas a sete chaves confirmam que a gota d’água tem nome, sobrenome e um plano bem ambicioso: Ordiley Valcari.
Parece que o plano de poder da “Família Valcari” era perfeito no papel: Janad avança, enquanto o maridão, Ordiley que convenientemente comanda o PP , costurava sua própria ascensão ao Senado. O estopim do racha foi justamente a pretensão de Ordiley em se consolidar como o homem de confiança e primeiro suplente na chapa de Ronaldo Dimas ao Senado. Para Gaguim, veterano de mil batalhas e com um ego que mal cabe no Tocantins, ver o grupo de Janad atropelar os acordos locais e dar tanto poder para o mesmo teto familiar foi um insulto intragável. Fontes garantem que Gaguim não aceitou ser escanteado pelas movimentações de Ordiley nos bastidores majoritários.
“O Gaguim pode aceitar muita coisa, mas ver o marido da Janad manobrar para sentar na janelinha da suplência de Ronaldo Dimas foi o limite para o orgulho dele”, revelou um interlocutor que transita livremente entre os dois lados.
A “Disputa Ideológica” (Entenda-se: Dinheiro)
Mas não sejamos ingênuos. Na política tocantinense, o amor se mede em cifras. Para além da briga de egos e da audácia de Ordiley em cavar sua vaga ao lado de Dimas, o verdadeiro combustível dessa fogueira das vaidades foi financeiro.
As mesmas fontes de bastidores são categóricas: a crise financeira se instalou no comitê e o clima azedou de vez. Quando o assunto é a divisão do bolo (ou a falta dele), as promessas de companheirismo evaporam mais rápido que água no cerrado. Quem deveria botar a mão no bolso sumiu, quem prometeu repasses roeu a corda, e a conta sobrou para quem achou que estava blindado.
O resumo da ópera?
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De um lado: Uma deputada que achava que mandava no tabuleiro inteiro e permitiu que o marido avançasse sobre a suplência de Ronaldo Dimas na marra.
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Do outro: Um deputado experiente que não aceitou ser passado para trás por quem acabou de chegar.
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No meio: O bolso de ambos, que sentiu o baque da realidade.



