
O empresário e comunicador Johnny da Silva Oliveira Lima, conhecido nas redes como “Doutor Multas”, voltou ao centro de uma controvérsia. Desta vez, a denúncia parte do advogado Demóstenes Portela, que afirma ter sido alvo de tentativa de intimidação após questionar publicamente a condição profissional de Johnny.
Segundo Demóstenes, que afirma ser advogado atuante em Palmas e regularmente inscrito na OAB Tocantins, ele comentou em uma publicação que Johnny não seria advogado. A partir daí, relata ter recebido uma série de manifestações que, em sua avaliação, tiveram caráter intimidatório.
Portela afirma ter consultado o Cadastro Nacional dos Advogados (CNA) e diz não ter localizado o nome de Johnny entre os profissionais inscritos. Por isso, pretende representar contra ele na OAB para que seja apurado se existe exercício de atividades privativas da advocacia.
Outro ponto levantado pelo advogado envolve o acesso a processos judiciais. Demóstenes questiona de onde viriam eventuais credenciais utilizadas por Johnny para consultar autos processuais e cita como exemplo processos envolvendo a vereadora Débora Guedes e seu marido.
“De quem é a senha que ele está usando para ter acesso a autos de processos?”, questiona o advogado.
Demóstenes também afirma que a tentativa de intimidação não seria um caso isolado e menciona episódios envolvendo Débora Guedes e o marido, o caso do pequeno Gustavo, a Polícia Militar e a agência de trânsito de Palmas.
Diante do episódio, o advogado afirma que irá representar contra Johnny na OAB para que seja verificado se ele é ou não advogado e se estaria exercendo atividades exclusivas da advocacia.
As afirmações são alegações de Demóstenes Portela e dependem de apuração pelos órgãos competentes. Caso a representação seja formalizada, caberá à OAB analisar a situação.
A pergunta agora é direta: se não é advogado, por que o “Doutor Multas” se apresenta como doutor e de onde vem o eventual acesso a informações processuais?
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