
Parece que o candidato ao Senado Carlos Gaguim achou que a Justiça Eleitoral funcionava no velho esquema do “deixa que eu deixo” e tentou dar aquele jeitinho clássico na papelada. O resultado? Uma tentativa frustrada de burlar o TRE que escancarou a desorganização de sua campanha e quase custou caro: o ilustre político flertou perigosamente com o risco de ver sua candidatura sumir antes mesmo de começar a valer.
Em cima da mesa do Ministério Público Eleitoral (MPE), o que se viu foi um verdadeiro festival de criatividade burocrática. Entre as pérolas apresentadas pelo candidato, destacou-se uma certidão da Justiça Federal tão enigmática e sem elementos de autenticidade que parecia ter saído de um gerador de ficção. Como se não bastasse, na hora de comprovar a própria ficha, esqueceram o pequeno detalhe das certidões de objeto e pé de dois processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Afinal, para quem quer legislar no país, quem se importa com o histórico na Justiça, não é mesmo?
A tentativa de passar a perna nas exigências legais, contudo, bateu de frente com a realidade. Diante do vacilo, o MPE pediu o indeferimento imediato do registro do candidato. Embora a defesa tente agora correr atrás do prejuízo jurando de pés juntos que “tudo já foi enviado”, o estrato da escorregada jurídica ficou evidente: Gaguim tentou fintar as regras do jogo e colocou a própria candidatura na corda bamba, provando que, na hora de prestar contas à Justiça, o blefe político costuma custar caro.




