
Ponte que será reconstruída no Rio Tocantins foi inaugurada há menos de 20 anos e custou R$ 92 milhões
Ponte fica na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama. Estrutura inaugurada em 2007, obra apresentou problemas irreversíveis no concreto e reconstrução foi anunciada pelo Dnit.
O Dnit anunciou a reconstrução total da ponte na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama. A estrutura, inaugurada em 2007, apresentou danos irreversíveis.
Iniciada em 2005, a obra custou R$ 92,7 milhões em parceria entre o Tocantins e a União.
A crise estrutural se agravou em 2026, gerando a interdição em maio e o uso emergencial de balsas. Testes de carga em julho confirmaram os danos permanentes.
DNIT restringe tráfego em ponte da BR-235 após estudo apontar danos na estrutura
Inaugurada em dezembro de 2007, a ponte sobre o Rio Tocantins na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama, foi projetada para ser um pilar da economia regional, mas apresentou danos irreversíveis após 18 anos de uso. A estrutura terá que ser reconstruída, segundo anunciado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Segundo o Dnit, essas reações causaram um desgaste definitivo que impede a reforma e, seguindo as regras do Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (Proarte), foi decidido que a ponte deverá ser totalmente reconstruída.
Segundo registros do Governo do Tocantins, a construção da ponte, batizada oficialmente de Ponte Prefeito Leôncio Miranda, teve um custo total de R$ 92,7 milhões e foi um projeto realizado em parceria entre os governos estadual e federal.
No início da obra, em 2005, os dados do Governo do Tocantins informam que o estado investiu R$ 30 milhões. Outros R$ 30 milhões foram aplicados no ano seguinte, enquanto a União garantiu o restante dos recursos para a execução da estrutura, que é parte integrante da rodovia federal BR-235.
Ponte sobre o Rio Tocantins na BR-235 liga Pedro Afonso a Tupirama — Foto: Divulgação/Ascom Coapa
A obra foi iniciada pelo então governador Marcelo Miranda (MDB), com o objetivo de substituir o transporte por balsas e baratear os custos de frete para a produção de soja da região, que representava 20% de toda a produção do estado na época.
Com 1.060 metros de extensão e erguida sobre 24 pilares, a ponte foi considerada a mais extensa do Tocantins na época. Além da importância econômica para o escoamento de grãos para mercados como China e Europa, a obra liga o Tocantins aos estados do Pará e Maranhão.
Cronologia da interdição
A crise estrutural da ponte se agravou rapidamente entre os meses de maio e julho de 2026:
O Dnit informou que deve avaliar em 15 dias se será possível liberar a passagem apenas para carros e motos, mas a medida depende de reforços de segurança que ainda serão executados.
A fiscalização no trecho é feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Enquanto a solução definitiva não é executada, os motoristas podem utilizar a seguinte rotas alternativas:
Seguir pela BR-153 até Guaraí;Acessar a TO-239 em direção a Tupiratins e realizar a travessia por balsa para Itaperatins;Prosseguir pela TO-239 passando por Itacajá até a BR-010;Seguir pela BR-010 até Santa Maria e acessar a TO-010 sentido Pedro Afonso. Rota alternativa — Foto: Divulgação/Dnit
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