
A guerra entre EUA e Irã tem sido muito mais difícil que o presidente Trump imaginou. Definitivamente, o Irã não é a Venezuela. O país com conta com recursos energéticos, militares, alimentos e tem uma população de 90 milhões de habitantes.
Por mais que Trump venha com suas bravatas, de que o Irã está sendo destruído e o objetivo americano está quase atingido – sabe-se lá Deus qual é –, a realidade é bem diferente. Prova disso é que, na semana passada, Trump contatou Putin, presidente do país em que os EUA estão em guerra por procuração, para provavelmente pedir ajuda contra o Irã.
Há relatórios divulgados na imprensa internacional mostrando que a Rússia tem oferecido suporte logístico e de inteligência para o Irã. Pelo nível certeiro de ataques de drones do Irã a bases americanas e à infraestrutura de alguns países do Golfo, é bem provável que o apoio da Rússia esteja acontecendo mesmo.
Além do pedido de ajuda para a Rússia, Trump solicitou que países da Otan e a China fizessem a escolta de navios de petróleo e gás para atravessar o Estreito de Ormuz. E adivinhem? Ninguém aceitou, nem mesmo a Inglaterra.
A razão é simples. Qual é a vantagem desses países comprarem uma briga com Teerã? Com a negativa, e sem o apoio da Otan, Trump em algum momento terá que encerrar os bombardeios. É claro que fará isso, cantando “vitória” e desviando o foco provavelmente para outro possível ataque: Cuba.
Enquanto isso, o petróleo continua há US$103,00 e um repique na inflação mundial é quase certo.



