
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (19) sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. “Eu vou entrar nessa eleição pra ganhar. Mas a vitória política é ainda maior do que a vitória eleitoral”, disse Haddad ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração aconteceu em um evento em São Bernardo do Campo (SP), que também contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin.
“Insisto em dizer que a vitória política é sempre possível. Basta se apresentar de cara limpa, com um bom projeto, para despertar a consciência das pessoas. Devemos isso a São Paulo. O estado precisa despertar”, disse Haddad. “Derrotas todos já sofremos. [Mas] A maneira correta de fazer uma eleição é ir para o embate para ganhar a eleição, e saber do lado de quem você vai estar, por quem você vai brigar”, acrescentou.
Alckmin está confiante com o candidatura de Haddad, ele afirmou com firmeza que o ministro “vai ganhar essa eleição”. “Conte conosco para gente percorrer a geografia de São Paulo. Ouvindo o povo, as críticas, sugetões, propostas”, declarou. “O Haddad vai apresentar a melhor plataforma, o melhor programa para gente sair dessa inércia hoje de São Paulo para o grande projeto de desenvolvimento”, finalizou Alckmin.
A Jovem Pan já havia adiantado que o anúncio de Haddad como pré-candidato ao governo de São Paulo estava previsto para acontecer nesta semana. Com a atenção agora voltada ao palanque paulista, o ministro deixa o Ministério da Fazenda e, a partir de abril, passa a se dedicar integralmente à campanha.
Com Haddad escalado para o governo, o PT agora busca definir o nome para ser o vice-governador. A aposta deve ser uma figura de centro para ampliar o diálogo com eleitores menos alinhados à esquerda. O ministro chegou a ser cogitado para o Senado, entretanto, a decisão para o governo visa garantir um apoio para a campanha presidencial de Lula em São Paulo.
Inicialmente, Haddad não tinha interesse em concorrer ao governo. “Manifestei desde o começo do ano que não tinha intenção de participar do pleito deste ano”, declarou o ministro no começo de março em um evento na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da USP, na cidade de São Paulo. Entretanto, ressaltou que se o cenário desenhado demandasse sua participação, ele ouviria a opinião do presidente Lula.
“Evidentemente, [Lula] sendo um amigo de tantos anos, não posso prescindir da opinião dele sobre isso. Estou analisando e ele também, nós vamos chegar a um denominador comum“, finalizou.



