
Pai da primeira-dama Karine Sotero aparece como comissionado no gabinete de Eduardo Fortes, com R$ 3.730 em proventos e R$ 2.100 registrados como “vantagens indenizatórias/outros”
Tem contracheque que é apenas papel. E tem contracheque que revela os bastidores do poder.
O documento mostra Orlando Trancoso de Sousa Campos, apontado como pai da primeira-dama Karine Sotero, como Secretário Parlamentar SP13, lotado na Assembleia Legislativa.
Admitido em 6 de abril de 2026, ele aparece na folha de agosto com R$ 3.730,00 em proventos, sendo R$ 2.100,00 registrados como “Vantagens Indenizatórias / Outros”. O líquido informado é de R$ 3.485,24.
Mas o valor não é o único ponto que chama atenção.
O detalhe político está no vínculo familiar.
Segundo fontes políticas ouvidas pelo Tocantins Atual, sob reserva, existe uma movimentação para preservar espaços e acomodar pessoas próximas ao grupo governista diante da aproximação do fim do mandato de Wanderlei Barbosa.
É daí que surge a provocação do chamado “Plano Sotero”: garantir espaços e segurança política para pessoas próximas à família antes que o atual ciclo de poder chegue ao fim.
Afinal:
mandato acaba, governo muda mas o contracheque pode continuar.
E os R$ 2.100 de “vantagens”?
O documento também levanta questionamentos sobre os R$ 2.100 classificados como “Vantagens Indenizatórias / Outros”.
Qual a natureza desse pagamento? Quais atividades são efetivamente exercidas? Quem indicou o servidor? Por que ele foi lotado naquele gabinete?
Não se trata de afirmar ilegalidade sem provas. Trata-se de cobrar transparência.
Se tudo é legal, regular e devidamente justificado, que se explique.
Porque, quando o pai da primeira-dama aparece ocupando espaço dentro da estrutura política da Assembleia, justamente na reta final do mandato, a coincidência merece ser esclarecida.
No fim, fica a pergunta:
estão apenas administrando o Estado até o último dia do mandato ou também preparando o “dia seguinte” para o grupo político?
Porque, se for a segunda opção, o contribuinte pode estar descobrindo que a máquina pública também virou uma espécie de plano de previdência política familiar.




