
Documento oficial da Câmara dos Deputados mostra Joana D’Arc Sotero Campos, mãe de Karine Sotero, em cargo de secretária parlamentar no gabinete de Carlos Gaguim, com remuneração de R$ 11.544,10.
A história envolvendo Carlos Gaguim e Wanderlei Barbosa acaba de ganhar uma nova peça e ela não está sobre quatro rodas. Está registrada no Portal da Câmara dos Deputados.
Depois da repercussão sobre a Hilux que Gaguim teria emprestado a Wanderlei Barbosa, surge outro dado que chama atenção: Joana D’Arc Sotero Campos, mãe de Karine Sotero, aparece oficialmente como ocupante de cargo no gabinete do deputado federal Carlos Henrique Gaguim.
Segundo o registro apresentado, Joana D’Arc exerce a função de Secretária Parlamentar, nível SP24, com data de exercício em 6 de julho de 2026.
E o valor também não passa despercebido: R$ 11.544,10 de remuneração pelo cargo em comissão. Após os descontos obrigatórios, o registro aponta R$ 8.561,85.
DA HILUX AO CONTRACHEQUE
É aí que a história ganha contornos políticos.
De um lado, Wanderlei Barbosa.
Do outro, Carlos Gaguim.
E, agora, no meio da conexão, aparecem Karine Sotero e sua mãe, Joana D’Arc Sotero Campos, esta última ocupando uma função remunerada no gabinete de Gaguim.
Coincidência?
Pode ser.
Relação política?
Também pode ser.
Mas é justamente aí que surge a pergunta que merece resposta:
O que liga Gaguim, Wanderlei Barbosa e a família Sotero?
Porque uma Hilux pode ser emprestada por amizade. Um cargo público pode ser preenchido por critérios administrativos. Mas quando os dois fatos aparecem no mesmo ambiente político, o eleitor tem o direito de perguntar e os envolvidos têm o direito de explicar.
A POLÍTICA DAS COINCIDÊNCIAS
No mundo da política, coincidências são como guarda-chuvas: aparecem justamente quando começa a chover pergunta.
O documento da Câmara não afirma qualquer troca de favores. Ele apenas registra oficialmente o cargo, a lotação, a data de exercício e a remuneração de Joana D’Arc.
E é justamente por isso que o assunto merece transparência.
Não se trata de condenar ninguém por uma nomeação.
Trata-se de perguntar por que ela aconteceu, quais foram os critérios adotados e qual é a relação política existente entre os personagens envolvidos.
E A HILUX?
A pergunta que fica é inevitável:
A Hilux foi apenas uma gentileza entre aliados?
E a nomeação de Joana D’Arc foi apenas uma decisão administrativa?
Talvez.
Mas, no mínimo, a combinação dos fatos produz uma história politicamente incômoda daquelas que não cabem facilmente debaixo do tapete.
Porque, aparentemente, a história não termina na garagem. Ela também passa pelo gabinete.





