
Que momento lindo viveu a Câmara de Filadélfia sob a presidência de Artur Dias Bento. Nossos dignos parlamentares decidiram que quatro anos de gestão (2017 a 2020) do ex-prefeito Mizô Alencar precisavam de um julgamento criterioso… mas bem longe dos olhos do povo. A solução? A boa e velha votação secreta por cédula. Afinal, para que dar a cara a tapa quando se pode esconder a mão na urna?
E vejam só que milagre: as contas foram aprovadas por unanimidade. O motivo oficial para ignorar os pareceres do TCE-TO foi a desculpa de que eram apenas “inconsistências contábeis por dificuldades financeiras”, sem dolo ou improbidade. Falta de dinheiro agora é salvo-conduto para contabilidade criativa.
Mas as paredes da Câmara são finas e os bastidores vazaram. Fontes internas que transitam pelo cafezinho do legislativo revelaram que essa súbita harmonia não foi de graça. Para que todos digitassem o “sim” no escurinho do papel, uma complexa operação de “compensação” foi montada horas antes da sessão:
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Emendas Relâmpago: Promessas firmes de liberação de verbas para os redutos eleitorais dos vereadores foram carimbadas nos bastidores.
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Loteamento de Cargos: Indicações e acomodações estratégicas de aliados políticos em cargos comissionados já começaram a ser desenhadas.
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Pacto de Reciprocidade: O famoso “eu limpo a tua barra hoje, você garante o meu colchão amanhã”.
“Entraram com cara de julgadores severos e saíram sorrindo, parecendo que ganharam na loteria. O sigilo da cédula não foi para proteger o voto, foi para esconder o tamanho do sorriso de quem garantiu o seu quinhão”, ironizou um servidor da Casa.



