
Enquanto a população enfrenta saúde precária, ruas abandonadas e contas cada vez mais caras, a Câmara de Araguaína encontrou tempo — e muita disposição — para aprovar um mimo aos próprios vereadores: 30 dias de férias com direito a transformar até tudo em dinheiro.
Isso mesmo. Se não quiser descansar, o vereador pode simplesmente embolsar o valor das férias. Um privilégio que o trabalhador comum sequer sonha em ter.
E a diferença de tratamento escancara o tamanho da desigualdade: servidores efetivos só podem converter 1/3 das férias em dinheiro. Já os parlamentares ganharam passe livre para faturar até os 30 dias completos.
A mensagem passada é clara: quando o assunto é benefício para político, não existe crise, demora ou dificuldade. A máquina funciona rapidinho.
Nas redes sociais, a revolta foi imediata. Afinal, para resolver os problemas da cidade tudo é burocracia. Mas para aumentar conforto e privilégio da classe política, a aprovação voa mais rápido que promessa de campanha.



