
Sem disputa. Sem concorrência. Sem constrangimento.
A ATI autorizou um contrato de R$ 22 milhões com a empresa Ikhon tudo carimbado na modalidade que virou queridinha quando não se quer concorrência: inexigibilidade de licitação.
No papel, tudo bonito: exclusividade, urgência, adequação à LGPD… aquele pacote padrão que justifica qualquer canetada milionária.
Nos bastidores? A história é outra.
Fontes ouvidas apontam que o modelo já está pronto:
escolhe a empresa
monta a justificativa
publica no Diário Oficial
E segue o baile.
Detalhe que incomoda: a empresa já apareceu no radar da Polícia Federal em outros episódios. Mesmo assim, segue firme e agora ainda mais valorizada.
A pergunta que fica é simples, direta e incômoda:
se é tão essencial, por que ninguém mais pôde disputar?
No Tocantins, quando o assunto é contrato grande, a regra parece clara:
transparência no papel… e silêncio na prática.




