
Dizem que o estômago é o caminho mais curto para o coração, mas no Tocantins o governador Wanderlei Barbosa parece acreditar que um bom buffet pode ser o caminho de volta para a governabilidade. Na última quinta-feira, o Palácio Araguaia promoveu um “jantar de confraternização” que, para bom entendedor, teve muito mais cara de reunião de emergência do RH.
A “Base” que Mais Parece Areia Movediça
Com a janela partidária fechada, o que sobrou foi um quebra-cabeça cujas peças insistem em não se encaixar. Wanderlei, ladeado pela primeira-dama e por figuras como Dorinha Seabra e Gaguim já com a cabeça em 2027 antes mesmo de 2026 terminar tentou vender a imagem de “família unida”. Mas, nos bastidores, o clima lembrava um velório com open bar.
O recado do governador pode até ter sido embalado em tom institucional, mas soava como um apelo quase doméstico:
“Pelo amor de Deus, parem de me dar dor de cabeça na Assembleia.”
O Pesadelo das Comissões: Oposição no Controle
O que realmente tira o sono do governador não é o cardápio do jantar, mas o fato de que a oposição ainda dita o ritmo em comissões estratégicas. É o pesadelo logístico de qualquer Executivo:
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Projetos travados: enquanto a base se serve à mesa, a oposição afia as facas nas comissões.
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O “cadeado” legislativo: Wanderlei sabe que, sem retomar o controle desses espaços, seu governo corre o risco de virar um transatlântico parado em Porto Nacional, aguardando autorização para sair do lugar.
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Fidelidade de aluguel: a mudança de legenda de vários deputados criou um verdadeiro mercado persa, onde apoio tem preço e o governo começa a perceber que nem sempre dispõe da moeda necessária para garantir que suas pautas avancem.



