A negociação entre trabalhadores e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) entrou em um momento de tensão após reunião de mediação realizada no Tribunal Superior do Trabalho (TST), na última sexta-feira (27). O encontro, que tinha como objetivo avançar nas tratativas, terminou sem a apresentação de uma proposta econômica por parte da empresa.
Segundo informado pela direção da Ebserh, uma proposta só deverá ser apresentada na próxima segunda-feira (30), no período da tarde. A sinalização gerou apreensão entre os trabalhadores, que já discutem a possibilidade de deflagração de greve.
Durante a reunião, a empresa também declarou que, em caso de paralisação, poderá instaurar imediatamente um dissídio coletivo no TST. A medida, segundo a Ebserh, seria necessária para garantir a definição de percentuais mínimos de funcionamento nos serviços essenciais, o que encerraria o atual processo de mediação.
Representantes dos trabalhadores criticaram a possibilidade de judicialização precoce do conflito. Para eles, a adoção imediata do dissídio pode interromper o diálogo e dificultar a construção de um acordo negociado.
De acordo com informações divulgadas por entidades sindicais, comandos locais de greve já iniciaram tratativas com administrações hospitalares para assegurar o funcionamento dos serviços essenciais, independentemente da abertura de dissídio.
O clima entre as partes é de impasse. Enquanto os trabalhadores defendem a continuidade das negociações, a possibilidade de judicialização do conflito levanta preocupações sobre o futuro das tratativas e o impacto nos serviços de saúde vinculados à rede federal.
A expectativa agora gira em torno da apresentação da proposta econômica prometida pela Ebserh, que poderá ser determinante para o rumo das negociações e a eventual deflagração do movimento grevista.