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Se ainda havia alguma dúvida sobre o nível da gestão em Dueré, ela acabou de ser enterrada junto com qualquer tentativa de maquiar a realidade.
O prefeito Silvério Taurino da Rocha Moreira (o Dida Moreira, do PDT), (irmão do vice governador Laurez Moreira do PSD) e o secretário de Saúde Vânio Rodrigues de Souza foram oficialmente chamados pelo Ministério Público do Estado do Tocantins para explicar o inexplicável: o abandono do Hospital de Pequeno Porte Antônio Rodrigues Araújo.
E não é exagero. O próprio Ministério Público cravou o diagnóstico: “omissão prolongada”. Traduzindo: o problema não é novo é velho, conhecido e convenientemente ignorado.
Agora, os gestores têm cinco dias para tentar montar uma justificativa que convença alguém. Missão difícil.
UM HOSPITAL QUE FUNCIONA NO LIMITE DO ABSURDO
A ação do MPE escancara um cenário que beira o inacreditável mas que, na prática, já virou rotina para a população.
Relatórios do Conselho Regional de Medicina do Tocantins mostram que, entre 2021 e 2025, nada mudou. Ou melhor: se mudou, foi para pior.
O hospital segue operando em “risco assistencial”. E não é força de expressão.
Tem de tudo:
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Mofo, infiltração e rachadura porque estrutura parece ser detalhe;
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Falta de alvará sanitário e do Corpo de Bombeiros ou seja, nem o básico do básico;
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Medicamentos essenciais em falta, como adrenalina e atropina justamente os que salvam vidas;
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Remédios vencidos sendo mantidos em área crítica um retrato do descaso;
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Material esterilizado guardado de forma inadequada convite aberto à contaminação;
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E, para completar, ausência de acessibilidade ignorando completamente pacientes com deficiência.
É o tipo de situação que não se explica por falta de aviso. Se explica por falta de ação.
AVISADOS, NOTIFICADOS… E IGNORARAM
O mais grave? Não foi por falta de tentativa.
O Ministério Público do Estado do Tocantins tentou resolver a situação sem judicializar. Recomendou, alertou, notificou.
Resultado: nada.
Nem solução, nem pressa, nem interesse. Segundo a própria Promotoria, a gestão sequer demonstrou disposição para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Preferiu empurrar o problema até ele virar processo.
AGORA A CONTA CHEGOU
Diante da inércia, o promotor Marcelo Lima Nunes pediu o básico que deveria ter sido feito há muito tempo: reforma, regularização e funcionamento digno.
Com prazos:
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30 dias para começar;
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120 dias para concluir.



